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ESQUISSOS | portefólio

Alguns desenhos, de diferentes épocas e temas, que juntei para elaborar um pequeno portefólio de apresentação.

Com o passar dos anos se nota a desenvoltura e desenvolvimento no traço, nas temáticas, e de como a prática mantém o risco actual, pertinente e contemporâneo.

 

Esquissos de ideias, projectos ou simples desenhos.

 

Desenhos analíticos, percepção do espaço, cor, fundo, textura e traço.

LAB HOUSE | art center

Projecto fictício para um centro de artes.

O seu conceito partiu da grelha quadrangular de um labirinto clássico, com um pátio central. Os espaços foram-se desenvolvendo em torno de uma sucessão rítmica, encaixando todos dentro de uma mesma volumetria exterior, aplicando-se uma tipologia distinta e complementar para casa um. Temos um espaço multiusos de garagem/armazém, uma sala de escrita/leitura, outra para pintura/fotografia, e um espaço de cozinha/refeitório. Por forma a harmonizar o interior com o exterior, uma sequência de sebes alinha com os vãos e aberturas desenhadas pelos diferentes espaços.

Apesar de ser um projecto fictício, sem um terreno real, foi desenvolvido pensando na existência de uma pendente, criando um desnível entre as laterais do edifício. A ideia está em desenvolvimento, podendo alterar-se e adaptar a novas condições, mesmo as de uma existência real, inserida num terreno para ser edificada.

Junto apresento a planta e secção, além de alguns esquissos do desenvolvimento da ideia, e posteriormente, alguns desenhos e perspectivas do projecto.

 

esquissos do desenvolvimento |  planta e secção

esquema volumétrico | sketchup

DESENHO | técnicas

O processo criativo é uma questão pessoal de cada um, e o meu passa muito, ainda, pelo artesanal.

Raras vezes faço desenhos 3D com auxilio do computador ou programas vectoriais gráficos. A grande maioria dos meus desenhos começa por um desenho de esquisso à mão alçada, que depois é passado a caneta preta. A perspectiva nem sempre é a mais certeira, mas o sentido humano de profundidade regista-se por essas falhas que tornam o desenho como uma referência do espaço que habitamos.

versão a lápis e passada a caneta preta.

 

Posteriormente digitalizado, todo o desenho é trabalhado com recurso a coloração gráfica em diversos layers, tentando sempre adicionar camadas de cor, sombra, ruído e filtros que transmitam essa sensação de acabamento espacial.

Nem sempre se ambiciona realismo cromático. Por vezes a ideia é quebrar esse padrão, apresentando imagens reconhecíveis sob uma nova perspectiva. Apresento um exemplo disso, uma capa feita para a revista www.lecool.com/lisboa com a Praça do Restauradores revista por essa luz que é Lisboa. Uma imagem de um espaço conhecido da grande maioria de nós, aqui elaborada com uma disparidade de cores que só lhe acrescenta uma maior informação. Depois do desenho estar colorido de forma garrida, há que trabalhar a saturação e tons para que se aproxime de uma realidade visual concreta e não se pareça apenas uma superfície bidimensional. Dependendo do tamanho e quantidade de detalhe, cada desenho simples deste consegue levar mais de um dia de trabalho, sendo sempre alvo de correcções e nem sempre a versão final o é.  Aqui apresento a ‘minha’ versão final, mas não a que foi publicada. Um pouco das minhas técnicas de desenho.

 

versão primária, intermédia e final, já com uso de todos os filtros para dar profundidade e sombra.

2010 | DESENHAR GIO PONTI

Numa viagem a Itália, por passeio em Sorrento, tive a sorte de ficar instalado no Hotel Parco dei Principi [http://www.grandhotelparcodeiprincipi.net/] do Arquitecto Italiano Gio Ponti. Além de ser uma preciosidade arquitectónica dos anos 50, demonstra a genialidade e visão da arquitectura italiana do pós guerra.

O hotel foi recuperado de forma primorosa, e serviu de inspiração a uma série de desenhos à mão livre que fiz. Aqui publico um do quarto, devidamente trabalhado, e nas tonalidades de azul que definem todo o projecto.

Não incorrendo em copyright publico algumas fotos do projecto cerâmico desenvolvido para o edifício retiradas de uma edição especial sobre a arquitectura do hotel.

 

hotel parco dei principi | room | sorrento | italia

três frames do quarto, enquadrando o mobiliário desenhado especialmente para o hotel .

 

bar | pavimento cerâmico restaurante loiça

páginas do caderno de viagem. bar | restaurante | loiça

 

desenhos dos azulejos e seus padrões de repetição | copyright by  Architecto Gio Ponti

2011 | ESTREMOZ | hotel rural

Perdido num arquivo estava este projecto para um Hotel Rural em Estremoz.

Desenhado no final dos anos 80, princípio dos 90, tem uma série de detalhes típicos à época, mas ainda assim mantém uma intemporalidade da referência clássica à casa alentejana, em sobreposição com um anexo de linhas rectas, mais contemporâneo.

A ideia foi ‘repescar’ este projecto, e adaptá-lo ao gosto actual, e com isso redesenhar os interiores, propondo ambientes mais elaborados, referenciando um gosto ecléctico, onde o espaço cria uma simbiose com o mobiliário e subsequente decoração.

Apresentam-se uma perspectiva exterior, e alguns desenhos do interior, nomeadamente o hall, a sala de estar/bar e o foyer central.

 

exterior | hall | sala de estar/bar | foyer central

2010 | HOTEL APARTAMENTO SOLFÉRIAS | QUARTO MODELO

Um desafio profissional que tive foi a escolha cromática para renovar uma unidade hoteleira no Algarve. Uma vez que a importância estaria em com pouco conseguir uma mudança drástica, e aproveitando a decoração base, vintage do Hotel,  seguiu-se um esquema elaborado de cores contrastantes em diferentes espaço por forma a refrescar o ambiente, ao mesmo tempo que, com o passar do tempo, estas não percam a sua frescura, nem cansem os hospedes do Hotel.

Da mesma forma no estudo cromático foi tida em conta tanto a permanência física consoante o espaço, assim como o impacto que as cores teriam no decorrer do dia. Foi testado um quarto modelo, e como resultado positivo, toda a estrutura cromática do Hotel foi alterada.

Posteriormente colocarei fotos dos interiores comuns do Hotel que foram alvo da mesma renovação cromática.

Foi o desafio de conseguir conjugar o gosto pessoal com a crítica não só do cliente, como tendo em conta os utilizadores [mesmo que se tratem de passantes nestes espaços] e conseguir uma harmonia que satisfaça a maior quantidade de pessoas.

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fotos da sala de estar e quarto [diurnas e nocturnas]

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visão panorâmica da sala de estar.

Em anexo estão os pdf’s como trabalho de selecção cromática e a sua aplicação virtual no quarto modelo, assim como as referências de cores e quantidades necessárias.

quarto modelo.01 quarto modelo.02 quarto modelo.03 quarto modelo.04

ARTE POP

sem qualquer tipo de pretensão artística tenho criado algumas obras de arte [tal como os postais renascentistas que foram expostos na galeria 6 do Espaço Chiado] com base em imagens que uso dos catálogos da pepin press.

denoto pessoalmente uma influência pop, sobretudo do artista Andy Wharol. é um período que atravesso na minha vida com agrado, o de recriar  sobre trabalho existente, uma vez que neste mundo já ‘nada de cria, tudo se reinventa’!

aqui fica mais uma, desta feita como publicidade para uma festa de Carnaval a decorrer em 2010.

arlequim pop.01

arlequim pop

urso carnaval.01cao carnaval.01gato carnaval.01

ursos, cão e gato todos para o carnaval

noutro registo, mas ainda assim como forma de arte, criei algumas imagens de marca para outros cd’s que tenho oferecido. como sempre auxilio-me de imagens pre-existentes de catalogos da pepin press e também da tashen [ http://www.tashen.com/ ], trabalhando sobre temas imaginários.

aqui fica a imagem para um brasão de uma banda rock, assim como os ‘bilhetes’ e ‘backstage pass’ de um evento fictício.

ESCUDO V.01 ESCUDO V.02

CARTEIRAS

uma das grandes obsessões que tenho são carteiras. tudo o que seja relacionado com artigos de viagem e para o transporte dos bens do dia a dia exercem em mim um interesse especial. gosto especialmente da marca LOEWE [ http://www.loewe.com/], herança dos anos em Madrid, e pelo facto de serem malas, bolsas e carteiras que têm uma característica actual mas com uma linha intemporal clássica. assim, sem qualquer tipo de pretensão ou conhecimento de causa, desenhei aquilo a que eu achei ser ums série de conceitos|ideias para uma colecção de malas para a LOEWE.

aqui ficam alguns exemplos das ideias que tenho em mente e que um dia gostaria de ‘executar’ como protótipos.

malas.01malas.03malas.02malas.04

super 8 bag; loop cluch bag; key chain bag e elipsis bag

Pdf’s do trabalho mais desenvolvido, com as malas na sua versão final, desenhadas a CAD, com medidas e materiais de acabamento:

malas.01malas.02malas.03 | malas.04

ENCARTE PARA CD’S

não sou um designer, mas gosto de me divertir a criar layouts e displays gráficos em múltiplos suportes. talvez pela questão prática de só ter uma impressora A3 me aventure mais pelo design de caixas para cd’s. surgiu como ideia para dar de presente a amigos fazer uma embalagem especial para cd’s que, seguindo um tema, fosse ao mesmo tempo prática como estética.

a planimetria das caixas de cd’s ‘DISHWASHER SAFE’ e ‘MICROWAVE CLASSICS’ são criações pessoais baseadas, a primeira numa máquina de lavar pratos e a segunda num micro-ondas. a escolha do look retro deve-se ao conteúdo musical dos cd’s, mas fica demonstrada a facilidade de montagem, assim como a facilidade de utilização.

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aspecto das caixas montadas.

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layout das caixas ‘dishwasher safe’ e ‘microwave classics’

em contrapartida, a caixa ‘CARTA’ é um layout retirado do livro ‘FOLDING PATTERNS FOR DISPLAY & PUBLICITY’ da editora PEPIN PRESS.

http://pepinpress.com/catalogue/view/33 ]

esta colectânea de livros é extraordinária pois contem inumeráveis desenhos para caixas e displays publicitários sem custo de reprodução. no caso desta dita ‘carta’, todo o envelope do cd culmina com a sua abertura e suporte do cd na vertical através de ranhuras laterais na estrutura de cartão.

é uma ideia básica, de fácil execução [ok, numa impressora caseira têm de ser duas folhas A3...] e não compreendo o porquê de não ser feita de forma industrial para venda de cd’s.

de qualquer forma aqui fica um exemplo da aplicação deste layout gráfico.

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aspecto da caixa fechada, aberta, e com o cd ‘levantando-se’ no seu encaixe.

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layout da caixa ‘carta’.

2009 | MORADIA NO ALGARVE

este projecto é a recuperação e reabilitação de um espaço existe alterando-lhe a função. o edifício circular existente que, durante mais de vinte anos serviu de mini-mercado será transformado numa moradia unifamiliar com dois quartos, sala de estar, sala de tv, e um escritório numa mezzanine. terá também as respectivas casas de banho, uma delas apta para deficientes, uma cozinha com despensa, e espaço para arrumos.

encontra-se de momento em aprovação camarária para alteração de função e sua futura edificação.

planos do projecto em desenvolvimento

MINI MERCADO. PISO 0MINI MERCADO. PISO 1MINI MERCADO. SECÇÃO ABMINI MERCADO. SECÇÃO CD